Postagens populares

sábado, 9 de outubro de 2010

Novo mundo. Novas idéias.

Com toda a certeza nós vivemos em um mundo globalizado. Pouco tempo atrás a distância entre os habitantes dos Estados Unidos e os habitantes da pequena Hong Kong era superior à distância de 4.500 km, agora não é mais assim, à distância foi reduzida para apenas um click no mouse do computador.
O mundo mudou muito de uns tempos pra cá. Às mulheres ganharam (ainda que lentamente) mais respeito. Opções sexuais adversas para a sociedade já não são consideradas mais doenças psicológicas, mas sim apenas uma escolha do indivíduo.
Nossa sociedade é cheia de tabus, de suas polêmicas. Aqui citarei as principais.
A inferioridade da mulher: A mulher sempre foi vista com olhares de objeto masculino, muitos atribuem isso pelo fato da bíblia mencionar que a mulher é submissa ao homem, mas é um dos incompreendidos fatos dos que se dizem “cristãos” para explicar o porquê que a mulher tem que estar com a barriga no fogão, e não procuram ler a  de fato a bíblia para se esclarecer do fato. O que é relatado é que a mulher tem que seguir o seu esposo aonde este for sendo companheira, e compreensiva. Nos países Árabes a coisa é bem pior, essa submissão é quase que total. Elas não podem mostrar o rosto, olhar diretamente para um homem, trabalhar, e pior, é pecado a mulher sentir prazer! Tem que ser feita uma cirurgia para retirar o órgão responsável pelo prazer feminino, e tudo porque o alcorão fala a mesma coisa que a nossa bíblia: a mulher tem que ser submissa ao homem. Mas acontece que eles levaram essa frase ao pé da letra demais. Oprimindo assim a tentativa de igualdade entre mulheres, e homens árabes.
A supervalorização do homem na China fez com que a população de lá tivesse um verdadeiro desequilíbrio, mais homens e menos mulheres. A figura do homem é tão importante na china, que é comum você ver meninas abortadas em pequenas cidades chinesas devido à lei que o país tem de um filho por casal. Para um chinês a única utilidade da mulher é arranjar um marido e dar ao pai um neto homem.
 A beleza tão idolatrada pelas mulheres é mais um motivo que mostra a “superioridade dos homens” elas se arrumam para eles, querem estar bonitas para eles, querem ser conquistadas por eles, mostrando uma submissão oculta, pois não há reciprocidade entre ambos.
É preciso mudar a idéia de que a mulher é o sexo frágil, de que são apenas um brinquedo sexual que se usa e se joga fora, como fazemos, por exemplo, com um carro velho. Acabar com o pensamento de que elas não têm competência para exercer áreas consideradas “masculinas”. Do fato de não ter necessidade de trabalhar a não ser para os seus esposos.
As mulheres desempenham diversas funções na sua vida doméstica. Ela é empregada, cozinheira, professora dos próprios filhos, e ainda tem que aguentar o marido preconceituoso oprimindo a sua emersão profissional, fazendo com que ela seda aos desejos mais supérfluos que ele pede, e dependendo de alguns casos é agredida pelo cônjuge, só porque não fez corretamente ao ver dele, determinada tarefa.
Muita coisa mudou, mais muito tem que ser mudado, a mulher tem que mudar o pensamento de arranjar um homem para ser sustentada só porque acha que não tem a capacidade de subir na vida, esse pensamento é errôneo. Vocês têm que estar além desse pensamento, conquistar uma vida profissional, e só depois anexar o que é de importância secundária, e no caso um homem.
Opressão a escolha sexual: Até a metade do século XX (faz pouco tempo), caso um indivíduo escolhesse uma opção sexual que era adversa àquela escolhida pela sociedade, essa pessoa tinha que se tratar, pois estava sofrendo com alguma doença mental.
Hoje não é mais assim, mas isso não significou o fim de todo o preconceito sofrido pelos homossexuais, lésbicas, bissexuais etc. Apenas houve uma diminuição nos ataques.
Mas porque essas pessoas são tão discriminadas por causa da sua escolha sexual? Um dos fatores é o religioso, pois diz a bíblia que o homem foi feito pra a mulher e vice-versa, mas vale apenas lembrar que são vários os pecados que levam ao "inferno", como por exemplo, a fornicação, ou seja, ter relações sexuais antes do casamento, e olha que essa atitude é admirada pela nossa sociedade, e quem é virgem (quem está correto) sofre com as ofensas dos não virgens. Outro pecado comum e admirado em que os que praticam vão pro "inferno" é o adultério, além de outros pecados que são muito praticados na nossa sociedade como o furto, mentira, o desinteresse em visitar a casa do senhor, ler a palavra dele, ou prega-la. Mostrando que, o melhor que fazemos é apontar o dedo pros erros alheios, e esquecer de concertar os nossos. Mas a questão vai além da religião, e depende da parte de quem é a escolha, se uma mulher é assumidamente declarada lésbica sofrerá menos discriminação do que um homem assumir que é homossexual, pois a sociedade supervaloriza o homem, e este tem que ser perfeito para constituir um lar, sustentar a família, e ter diversos filhos homens. Já no caso das mulheres lésbicas estas sofrerão menos discriminação porque elas mechem com o imaginário masculino, além de se assemelharem com os “dominantes” da sociedade, que no caso é a classe masculina.
Os homens assumidos homossexuais sofrerão maior preconceito pelo fato da sociedade abominar um homem que não possa constituir um lar e ter diversos filhos, e os homens heterossexuais tem um medo incontrolável de que se estiver em um ambiente com um homossexual, este se tornará como ele tambêm. Outro fator está na educação do brasileiro em discriminar, ou brincar com a questão da escolha sexual de qualquer indivíduo. Outro fator importante é o fato de que a pessoa que discrimina se sente inferior na sociedade, e humilhando a outra é uma forma de aumentar o ego caído.
Muito tem para se fazer em relação essa questão, quando Karl Max criou o socialismo ele queria uma sociedade igual no que se diz respeito à renda, evitando pessoas que se sentem superiores em relação a esse item, ele quis unir todo o mundo, formar uma única sociedade, ele queria mudar as pessoas de forma externa, ou seja, melhorando e tornando iguais as condições de vida para todos, mas pode-se dizer que a nossa sociedade prega uma espécie de socialismo, mas só que interno, querendo tornar todo mundo igual no que diz respeito à religião, escolha sexual etc. Mas ninguém é igual a ninguém, é preciso respeitar as diferenças, e não impor de forma nenhuma o “correto” pela força, ou através de humilhações.
Espero muito que o meu leitor tenha refletido após a leitura do texto acima, e que tenha acrescentado idéias mais humanas em seus pensamentos, e não idéias que a sociedade te faz ter na base da ignorância.